Alho e Passas na prevenção do parto prematuro?

 

Sabe-se que o parto prematuro está associado a problemas significativos durante a infância.

 

Os prematuros que sobrevivem após a infância podem carregar consigo um legado de problemas de saúde, tais como problemas de comportamento, deficiências moderadas a graves do desenvolvimento neurológico e transtornos psiquiátricos.

 

Há ainda evidências que os adultos nascidos muito prematuramente apresentam um maior risco de sofrer de doenças cardíacas e diabetes.

 

Mas os bebés não têm de nascer assim tão prematuros para sofrerem dos efeitos a longo prazo que um parto prematuro pode causar. Mesmo os nascimentos perto da DPP (36 ou 37 semanas) poderão estar relacionados a problemas de desenvolvimento subtis.

 

Então, o que podem as grávidas fazer para diminuir esse risco?

66.000 mulheres grávidas foram estudadas no sentido de se verificar se existe uma associação entre os padrões alimentares maternos e o risco de parto prematuro.

Os pesquisadores compararam os seguintes padrões alimentares:

  • A chamada alimentação “cuidada” à base de legumes, fruta, água e cereais integrais;
  • A dieta “ocidental” à base de snacks doces e salgados, pão branco, sobremesas, produtos processados e carne;
  • A dieta “tradicional” com um maior consumo de batatas e peixe.

No final do estudo, os investigadores constataram que a “alimentação cuidada” estava associada a uma redução significativa do risco de parto prematuro, seguida da dieta “tradicional” a título preventivo.

Atualmente supõe-se que uma taxa significativa dos partos prematuros estajam relacionados a infecções e condições inflamatórias do trato genital, que desempenham um papel muito importante no desencadear do parto, por isso, uma dieta caracterizada pela elevada ingestão de vegetais e frutas pode reduzir tanto a inflamação sistémica e local, como reduzir os índices de infecção.

 

Algum alimento em particular?

Sim!! O ALHO.

O alho é conhecido pelas suas propriedades anti-microbianas, no entanto, também é rico em fibras alimentares pré-bióticas que alimentam as nossas bactérias boas.

 

[Os frutos secos são igualmente ricos em fibras e possuem actividade anti-microbiana contra algumas das bactérias suspeitas por participarem na origem da causa do parto prematuro.]

 

Os cientistas estudaram o alho, a cebola e a ingestão de frutas secas de quase 19.000 mulheres grávidas e, de facto, observaram uma redução do risco de parto prematuro espontâneo relacionado com os grupos que consumiram alho, vegetais da família da cebola e frutas secas.

 

O alho destacou-se nos legumes e as passas destacaram-se nas frutas secas.

 

Ambos foram associados com um risco reduzido de parto prematuro e rotura prematura das membranas (ruptura prematura das águas – antes das 37 semanas).

 

 

[i] Dev Med Child Neurol. 2013 – www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23521214
[ii] Semin Fetal Neonatal Med. 2014 – www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24290907
[iii] Semin Fetal Neonatal Med. 2014 – www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24332842
[iv] Neuropsychol Rev. 2012 – www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22869055
[v] BMJ. 2014 Mar – www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24609054
[vi] J Nutr. 2013 – www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23700347
fonte: Michael Greger M.D. 7 de Abril de 2016

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