Alimentação na Espondilite Anquilosante

 

Como referi noutros artigos, atualmente consigo gerir os sintomas de Espondilite Anquilosante com base no estilo de vida, alimentação e suplementação, o que faz com que apenas tome os comprimidos em situações agudas.

 

Uma das rotinas que mais impactou a minha vida no que diz respeito aos sintomas da EA foi a alimentação. Hoje em dia, sabemos que existem alimentos que promovem a inflamação e alimentos que nos protegem dela, então faz todo o sentido que a grande parte dos alimentos que ingerimos no dia a dia sejam protectores e não desencadeadores de inflamação certo?

A base de uma dieta anti-inflamatória inclui principalmente alimentos à base de plantas, como frutas, legumes, nozes, sementes e leguminosas, pelo que neste artigo falo-te um pouco sobre o assunto para que os possas começar a incluir na tua alimentação o mais cedo possível.

 

_____________________ Alimentação anti-inflamatória ____________________

 

Pois é…todos os dias ouvimos alguém dizer que devemos comer mais frutas e vegetais e não é por acaso. Estes dois grupos alimentares são de facto muito importantes para nos sentirmos bem e recuperarmos a nossa saúde. São o número 1 no que diz respeito a alimentos protetores de inflamação, especialmente no que refere a doenças crónicas como a espondilite anquilosante.

Comer uma variedade de frutas e vegetais é uma ótima maneira de obteres a maioria das vitaminas e minerais que o nosso corpo precisa para se manter forte e saudável.

 

É engraçado que ao longo deste 10 anos de experiência como naturopata têm surgido em consultório vários pacientes que detestavam estes alimentos ou que comiam muito pouco e com o passar do tempo, a fruta e os vegetais tornaram-se os seus alimentos preferidos, o que significa que o nosso corpo, quando tem aquilo que precisa, pede mais e mais tornando-se quase num vicio comer frutas e vegetais diariamente…e deixem-me que vos diga: Que vício bom!!!

 

Uma das frutas a incorporares na tua alimentação é o Ananás/Abacaxi e porquê? porque esta deliciosa fruta é riquíssima em vitamina C e contém uma enzima chamada bromelaína que além de estimular a digestão, também ajuda a reduzir a inflamação do intestino e estimula o sistema imunitário.

Outro alimento a adicionar à tua dieta são as algas, especialmente a chamada Dulse (Palmaria palmata) porque é um tipo de alga que contém um grupo único de polissacarídeos chamados fucoidanos.

Os fucoidanos atuam na redução da inflamação no corpo. Este vegetal marinho fornece-nos igualmente ferro, potássio, iodo, fibra e proteína, pelo que podes comer algas frescas ou secas adicionando-as por exemplo às sopas.

Apesar dos cereais integrais serem conhecidos por trazerem benefícios à saúde, tem-se verificado que quem tem espondilite anquilosante, por alguma razão ainda meio turva, não obtêm os mesmos benefícios com o consumo de cereais integrais como quem não é portador desta condição clinica.

Ainda assim, lembra-te que cada um reage de forma diferente pelo que sugiro-te que faças uma dieta de eliminação de um mês para identificares quais os alimentos ou cereais que podem promover o desencadeamento de sintomas mais agudos. Mas lembra-te que é importante registares tudo o que consomes durante esse mês para que tenhas uma noção clara daquilo que te faz sentir bem ou dos alimentos que te prejudicam.

 

Compreendo que alterar os hábitos alimentares possa representar um desafio, principalmente se adicionarmos a dinâmica familiar, mas podes começar com pequenos passos como comer doses menores e beber mais água. São passos simples que podes começar a fazer já hoje.

 

Portanto, pensa na tua próxima refeição como uma oportunidade para nutrires o teu corpo com alimentos que te tornarão forte e te melhorarão a saúde a longo prazo!

 

 

– Ebringer, A., & Wilson, C. (1996, January). The use of a low starch diet in the treatment of patients suffering from ankylosing spondylitis [Abstract]. Clinical Rheumatology, 15(S1), 62-66. ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8835506
– http://archive.foundationalmedicinereview.com/publications/15/4/361.pdf
– https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4557028/

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