Alimentos que melhoram os sintomas da Espondilite Anquilosante

 

A espondilite anquilosante é uma patologia de foro reumático com características autoimunes cada vez mais comum, ou pelo menos, cada vez mais diagnosticada.

 

Como qualquer patologia de foro reumático e autoimune, os sintomas da espondilite anquilosante tendem a melhorar bastante quando se fazem alterações a nível alimentar.

 

Eu sei bem disso, porque como portadora desta doença, consegui e consigo fazer a manutenção dos meus sintomas através daquilo que como, pelo que no meu caso, a medicação é usada apenas como último recurso, nas chamadas crises espondilíacas.

Assim, hoje quero partilhar contigo alguns dos alimentos que considero muito importantes para a diminuição da inflamação no corpo e como consequência, a diminuição das dores características da EA.

 

Ácidos Gordos ómega-3
Alimentos com elevado teor de ácidos gordos omega-3 trazem-nos bastantes benefícios. Estas gorduras mostram-se promissoras na diminuição da inflamação, incluindo a rigidez matinal e as articulações doloridas.
O desafio é conseguirmos ingerir ómega-3 em quantidades elevadas, porque o nosso corpo não produz estes ácidos gordos, logo temos que garantir a sua presença na nossa rotina alimentar diária.

Algumas das principais opções de alimentos ricos em omega-3 incluem as algas, as sementes de chia, as sementes de linhaça e de cânhamo.

 

O intestino…

Existem algumas ligações intrigantes entre a saúde intestinal e a EA. Alguns trabalhos de investigação sugerem que certas cadeias de probióticos, como o Lactobacillus casei, podem reduzir a inflamação.
Esta é uma informação bastante pertinente, pois nem todos os probióticos são iguais, nem tão pouco servem para todo e qualquer quadro clínico, pelo que é importante sabermos qual ou quais as stripes de probióticos que melhor se adequam ao nosso caso em particular.

 

Jejum, alimentação vegetariana e fibras…

Algumas investigações sugerem que o jejum (intermitente ou não) pode ser útil para pessoas com doenças crónicas e autoimunes.

Além disso, a adoção de uma alimentação vegetariana estrita também está associada à melhoria dos sintomas e diminuição da inflamação no corpo de forma geral.

 

Uma das grandes vantagens de se adotar uma alimentação de base vegetal diz respeito ao aumento no consumo de fibras.

 

Sabemos que devemos ingerir entre 20 a 40g de fibra por dia, mas no caso das doenças de base inflamatória, esta recomendação ainda se torna mais importante porque uma dieta rica em fibras solúveis e insolúveis está associada a uma redução dos níveis de PCR (proteína C reativa) no sangue, o que significa menor índice de inflamação geral.

Para isso, aposta em lentilhas (1 chávena contem cerca de 15,5g de fibra); peras (5,5g), esparguete integral (6,3g), framboesas (1 chávena contem cerca de 8g) entre outras.

 

Ao fazeres pequenas, mas consistentes mudanças na tua rotina alimentar vais começar a notar que as dores vão diminuindo e a vitalidade aumenta. Experimenta e depois partilha os resultados comigo 😉

 

Um beijinho,

 

 

 

• Bloomfield HE, et al. (2015). Benefits and harms of the Mediterranean diet compared to other diets. ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK379571/
• Lucas L, et al. (2011). Molecular mechanisms of inflammation. Anti-inflammatory benefits of virgin olive oil and the phenolic compound oleocanthal. ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21443487
• Mayo Clinic Staff. (2015). Chart of high-fiber foods. mayoclinic.org/healthy-lifestyle/nutrition-and-healthy-eating/in-depth/high-fiber-foods/art-20050948
• More fiber, less inflammation? (2015). arthritis.org/living-with-arthritis/arthritis-diet/anti-inflammatory/fiber-inflammation.php
• Vaghef-Mehrabany E, et al. (2014). Probiotic supplementation improves inflammatory status in patients with rheumatoid arthritis. DOI: 10.1016/j.nut.2013.09.007
• Young-Ho L, et al. (2012). Omega-3 polyunsaturated fatty acids and the treatment of rheumatoid arthritis: A meta-analysis. DOI: 10.1016/j.arcmed.2012.06.011
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