Antioxidantes e as alergias infantis

A alimentação é, em grande parte, a responsável pelo nosso estado de saúde global. Logo, aquilo que optamos por comer ou por dar de comer aos nossos rebentos, está por si só a ditar uma parte considerável do futuro da nossa saúde.

Comer alimentos limpos, densos nutricionalmente e ricos em antioxidantes é das formas mais simples e eficazes de melhorar o estado da nossa saúde e vitalidade em geral.

São várias as pesquisas que mostram que consumir alimentos ricos em vitaminas, minerais, enzimas e antioxidantes promovem o nosso bem-estar e ajudam-nos a recuperar de diversas situações clinicas que de outra forma dificilmente recuperaríamos, pois, a medicação tem a sua importância no campo da saúde, mas tal qual a fitoterapia, não deixam de ser panaceias a curto prazo, porque a longo prazo o grande pião é mesmo a alimentação.

Nas crianças o impacto dos alimentos que lhes oferecemos é ainda mais notável, repara neste exemplo:

Houve um grupo de pesquisadores do Instituto Karolinska da Suécia que conseguiram associar a ingestão de antioxidantes entre crianças com a redução do risco de estas virem a sofrer de alergias.

E o que é que eles fizeram?

 

Os pesquisadores estudaram a alimentação e a incidência de alergias de 2.422 crianças suecas com oito anos de idade. As amostras de sangue foram analisadas em conjunto com os questionários preenchidos pelos pais sobre a dieta dos seus filhos.

No fim, os investigadores observaram que as crianças que consumiam mais betacaroteno, um pigmento antioxidante presente em alimentos como a cenoura, os tomates e a batata doce, tiveram uma menor incidência de rinite alérgica. Também constataram que quanto maior o consumo de magnésio menor a ocorrência de asma.

Este não é o primeiro estudo que relaciona os níveis baixos de consumo de antioxidantes a alergias entre as crianças.

Numa revisão de literatura elaborada pela Universidade italiana de Verona publicada em maio de 2012, os pesquisadores observaram que quanto maior fosse o consumo de frutas e vegetais pelas as mães grávidas e pelos seus filhos durante a infância menor era a incidência de asma.

A pesquisa também relacionou a carência de zinco e de carotenoides das mães com o aumento do risco de asma e alergias dos seus filhos.

Claro que a alimentação não é o único fator para se desenvolver uma reacção alérgica, mas é sem dúvida um grande gatilho que pode ser controlado por nós e por aquilo que levamos à boca.

Por isso, informa-te e toma decisões conscientes.

 

 

 

REFERÊNCIAS

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