Será o café para todos? Fica a saber…

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O café, originário da África Ocidental, mais especificamente da antiga Abissínia – hoje Etiópia – é provavelmente a bebida mais consumida no mundo inteiro depois da água.

 

Embora seja originário da Etiópia, foram os seus vizinhos árabes que iniciaram o cultivo e a utilização medicinal desta planta, daí o seu nome científico ser Coffea arabica.

 

O café chegou à Europa por meio dos navegadores holandeses, alemães e italianos e foi, durante algum tempo, proibido pela Igreja, por ser considerada uma bebida demoníaca, até que o Papa Aurélio, aprovou o seu consumo para os fiéis católicos. Mas só no século 17 é que o café se entranhou nos hábitos dos europeus, tornando-se uma das bebidas mais consumidas e apreciadas pela população, incluindo Bach, Voltaire, Rousseau, reis e nobres. Hoje em dia temos o Brasil como um dos maiores exportadores de café.

Embora o seu consumo seja tendêncialmente um hábito social, esta bebida apresenta algumas propriedades medicinais, que claro, só terão lugar se estivermos a falar de um café de qualidade, preferencialmente biológico e que seja ingerido sem a adição de açúcar nem adoçantes.

Algumas das propriedades benéficas que o café pode trazer para a saúde são os seus efeitos analgésicos, cardiotónicos, digestivos, diuréticos e estimulantes.

Como tal, o seu consumo pode ajudar a melhorar situações como dores de cabeça associadas a constipações, a estimular o sistema nervoso ou a aumentar o metabolismo e a lipólise.

 

No entanto, durante algum tempo (bastante) recomendou-se a não ingestão de café pois, supostamente, estaria associada a um maior índice de mortalidade.

 

Assim, em maio de 2012 foi realizado um dos maiores estudos sobre dieta e saúde.

No estudo colocou-se essa questão em relação ao café, onde se examinou a associação entre o seu consumo e a mortalidade entre centenas de milhares de pessoas mais velhas nos Estados Unidos.

O resultado, ainda que modesto, foi surpreendente. O estudo demonstrou que havia um risco de mortalidade 10-15% menor para aqueles que bebiam seis ou mais chávenas por dia, que se deveu, especificamente, a um menor risco de morrer de doenças cardíacas, doenças respiratórias, acidentes vasculares cerebrais, lesões e acidentes, diabetes e infecções.

No entanto, um outro estudo, verificou que essa quantidade de café aumentaria a taxa de mortalidade em pessoas menores de 55 anos.

 

Pode ser apropriado, então, recomendar que evites beber mais de quatro chávenas por dia.

 

A ingestão de café também está associada à incontinência urinária, portanto, uma diminuição na ingestão de cafeína deve ser discutida com pacientes que apresentam a condição.

Certas populações, em particular, podem querer ficar longe da cafeína, incluindo aquelas com glaucoma ou história familiar de glaucoma, indivíduos com epilepsia e pessoas com problemas para dormir. Mesmo uma única chávena à noite pode causar uma deterioração significativa na qualidade do sono.

 

 

 

Fonte: Artigo original de Michael Greger M.D. – Nutrition Facts

  1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22591295
  2. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23953850
  3. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Effects+of+habitual+coffee+consumption+on+cardiometabolic
  4. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23276513
  5. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20706731
  6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18263806
  7. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Heavy+coffee+drinking+and+epilepsy
  8. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21432699
  9. onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1747-0080.2012.01601.x/abstract
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