Viver mais tempo comendo carne vermelha?

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Sabias que foi publicada uma investigação no JAMA onde acompanharam o consumo de carne vermelha de 500 mil pessoas durante 10 anos?

 

Um estudo divulgado no Jama – Journal of the American Medical Association – aponta para uma relação entre o consumo de carne vermelha / processadas e o aumento do número de mortes por cancro e problemas cardiovasculares.

A pesquisa, analisou dados de 500 mil norte-americanos com idades entre os 50 e os 71 anos.

 

11% DAS MORTES NOS HOMENS E 16% NAS MULHERES PODERIAM TER SIDO ADIADAS COM A REDUÇÃO DA INGESTÃO DE CARNE VERMELHA.

 

Em dez anos de acompanhamento, morreram 47.976 homens e 23.276 mulheres. Para os investigadores, 11% das mortes nos homens e 16% das mortes nas mulheres poderiam ter sido adiadas se houvesse redução do consumo de carne vermelha para 9g do produto por cada 1.000 calorias ingeridas – o grupo que mais ingeriu carne vermelha (68gr a cada 1.000 calorias) foi o que apresentou maior mortalidade.

 

No caso das doenças cardiovasculares, a diminuição do risco chegaria a 21% nas mulheres se houvesse redução do consumo da carne.

 

Para o cardiologista Marcos Knobel, do hospital Albert Einstein, além da gordura da carne, a forma como a carne é preparada e a adição de outros alimentos constituem um problema para a saúde. “Se a pessoa come um bife à milanesa ou um bife com ovo frito, já excedeu de longe a cota de colesterol”.

Além disso, ele alerta para os condimentos. “O sal aumenta o risco de hipertensão arterial sistémica. Se a carne for processada, é pior porque, além do sódio, geralmente tem óleos para a conservação”.

 

– CANCRO –

 

Os riscos de cancro estão principalmente relacionados à forma de preparação de qualquer tipo de carne. Sabe-se que, durante o cozimento a elevadas temperaturas (como se preparam normalmente todas as comidas cozidas), são formadas aminas heterocíclicas – substâncias reconhecidamente cancerígenas.

 

As temperaturas mais elevadas são atingidas ao grelhar na chapa ou ao fritar com pouco óleo o alimento. Por esse motivo, indica-se a preparação no forno ou um cozido.

 

Segundo o oncologista e cirurgião Benedito Mauro Rossi, do Hospital A.C. Camargo, a relação entre o consumo de carne e o cancro está muito bem estabelecida.

Também é referido que o excesso de ferro no organismo, ocasionado pelo elevado consumo de carnes vermelhas, pode ser um factor de risco. Excesso de ferro pode causar danos oxidativos e agredir as células do intestino grosso, o que leva ao cancro.

Já as carnes processadas, como as linguiças e os hambúrgueres, são conservadas com nitritos e nitratos, substâncias que, no estômago, são transformadas em nitrosaminas, que aumentam as hipóteses de ocorrer um cancro no estômago e no intestino.

 

A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que a ingestão de carne não ultrapasse os 300g por semana, dando preferência ao consumo de leguminosas e vegetais folhosos verde-escuros.

 

Dentro da alimentação naturopática, aconselha-se a reduzir ao máximo a ingestão de carne por semana, sendo que, para quem não quer deixar de a consumir, deverá fazê-lo no máximo 2 vezes por semana.

Por muito que haja dificuldade em reduzir o consumo deste produto, penso que é sempre uma questão de pesar os benefícios e os contra-benefícios. O que pensas disso?

Referência: [1] Julliane Silveira e Cláudia Colluci, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 24 de março de 2009.
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    Sou a Vera, naturopata especializada na saúde da mulher e da criança e autora do livro Nascer e Crescer Vegetariano.

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