O QUE COMER QUANDO ESTÁS COM GRIPE?

 

Quando estamos com gripe a última coisa que queremos é comer, crianças incluídas, mas se tivermos que comer alguma coisa, que sejam alimentos que ajudem o corpo a recuperar mais rapidamente e é aqui que entra a Actinidia deliciosa ou como quem diz, o kiwi.

 

Confesso que não sou grande apreciadora de kiwis, mas tento comê-los, principalmente quando estou constipada (que felizmente é raro).

 

O kiwi é uma fruta nativa da china com um historial de cultivo superior a 700 anos. A polpa desta fruta é esverdeada e quando madura apresenta um sabor adocicado.

O kiwi é rico em vitaminas e minerais, especialmente vitamina C, onde em 100g da fruta encontramos cerca de 85 miligramas de ácido ascórbico, o que faz dele, uma fruta bastante útil para conseguirmos atingir as recomendações diárias desta vitamina.

 

Mas além da sua riqueza nutricional o que mais tem ele de especial?

 

Ora, os investigadores da Nova Zelândia descobriram que o consumo de kiwi estava associado a uma redução da gravidade e da duração de alguns sintomas de infeções respiratórias do trato superior.

Nesse estudo, foram selecionadas, como participantes, pessoas numa fase etária mais avançada, tendo posteriormente sido separados aleatoriamente em dois grupos.

Um dos grupos comeu duas bananas por dia o outro comeu quatro kiwis durante um período de trinta dias. No mês seguinte, o grupo da banana comeu kiwis e o grupo do kiwi comeu bananas.

O objetivo do estudo foi determinar se o consumo regular de kiwi poderia estar associado a uma redução da incidência, duração e gravidade dos sintomas das infeções do trato respiratório superior, como a constipação, em comparação com bananas.

 

E o que concluíram afinal?

 

Concluíram que embora não tivesse havido uma redução geral da incidência de infeções respiratórias do trato superior, os que ficaram doentes durante a fase em que comiam kiwi viram reduzida, significativamente, a gravidade e a duração de alguns dos sintomas associados, como o congestionamento das vias respiratórias e a dor de garganta para um / dois dias, enquanto que o grupo, que no momento se encontrava a comer bananas, mantiveram os sintomas durante cinco dias.

 

O motivo pelo qual os investigadores optaram por estudar pessoas mais idosas deve-se ao facto deste grupo etário ser mais suscetível a infeções respiratórias.

 

As crianças pequenas também são consideradas outro grupo de risco, com uma média de duas vezes mais infeções anuais do trato respiratório superior do que os adultos, pelo que um outro estudo contou com a participação de 66 crianças em idade pré-escolar.

Estas crianças foram randomizadas nos mesmos dois grupos, ou seja, um grupo onde as crianças comeram kiwis e outro grupo onde comeram bananas.

No grupo do kiwi, além das melhorias significativas nos sintomas das crianças que adoeceram, houve uma redução de 45% nas probabilidades de as crianças adoecerem com gripe e constipações.

Este achado, sugere que o consumo de kiwis pode ser uma forma de prevenir infeções respiratórias do trato superior e que o consumo desta fruta pode ser utilizado como “remédio diário” para a manutenção da saúde.

A única situação à qual devemos estar atentos é a possíveis reacções alérgicas ao kiwi, uma vez que este encontra-se no 3º lugar do topo de alergias mais comuns, logo a seguir ao leite e aos ovos, afetando cerca de 1 em cada 150 crianças.

Agora já sabes, se tu ou os teus filhos não tiverem alergias a esta maravilhosa fruta, aqui tens uma boa opção para incorporar diariamente na vossa alimentação, especialmente durante a época das gripes e constipações.

 

 

Fonte original: https://nutritionfacts.org/2018/01/25/best-food-for-the-common-cold
– www.cambridge.org/core/journals/proceedings-of-the-nutrition-society/article/gold-kiwifruit-actinidia-chinensis-hort16a-for-immune-support/C18E5ED85E99EED57991C245026FD5B5
– www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20846424
– www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22172428
– www.fda.gov.tw/upload/189/Content/2014012817144225758.pdf
– www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23746068
– www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15725187

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