Fadiga na Espondilite Anquilosante

 

A espondilite anquilosante é conhecida por estar associada a complicações relacionadas à inflamação da coluna vertebral.

 

Embora a dor e o desconforto constante possam atrapalhar as rotinas diárias, existe um sintoma que ainda consegue ser mais debilitante: a fadiga.

Decidi escrever sobre a fadiga na espondilite anquilosante porque tem-me afetado bastante a vida nos últimos tempos. Sabias que de acordo com a National Ankylosing Spondylitis Society, a fadiga é uma das queixas mais comuns entre os portadores desta condição clínica?…mas quando falo em fadiga não me refiro a um simples cansaço, refiro-me sim a uma exaustão física sem precedentes.

Confesso-te que, entre todos os sintomas de EA, a fadiga é o que me castiga mais, porque como tenho uma mente muito ativa por vezes sinto-me presa num corpo cansado e acredita…é muito frustrante.

Quem tem espondilite sabe que o responsável pela fadiga “quase” crónica é a inflamação. Os tecidos inflamados da nossa coluna libertam substâncias químicas baseadas em proteínas, as chamadas citocinas, que desempenham um papel importante na fadiga, na dor e nos distúrbios psicológicos.

As citocinas (produzidas pelas células do sistema imunitário) reagem no nosso corpo de forma semelhante às produzidas quando nos constipamos ou estamos com gripe… pelo que consegues ter uma ideia do que se sente.

Claro que controlar a inflamação ajuda a reduzir a fadiga excessiva, mas como é uma doença com manifestações sintomatológicas cíclicas, volta e meia ela ataca.

Geralmente, na minha rotina diária, esforço-me por implementar algumas práticas que me ajudam a ser mais proactiva, pelo que partilho aqui contigo 2 delas para que sintas se te trazem ou não benefícios.

 

#1 Dormir bem e as horas necessárias

Uma das práticas que me são mais benéficas ou prejudiciais é a qualidade e a quantidade do meu sono. Nos dias que me deito mais tarde sinto de imediato na minha performance no dia seguinte. O que me esforço por fazer é ter uma rotina de sono, onde me deito por volta das 22h da noite (sem interferências de qualquer tipo – tv, relógio, tlm, computador…) para poder usufruir de 8 a 9 horas de descanso.

Antes de ir para a cama faço alongamentos, principalmente os dirigidos à coluna e alguns exercícios de respiração profunda. Esta prática ajuda-me a ter menos dores durante a noite e como consequência acordo menos vezes.

 

#2 Refeições leves

O que como tem um efeito direto no meu nível de energia. Quando como alimentos mais cozinhados ou mais complexos é tiro e queda para a minha vitalidade ir pelo cano abaixo. Então, geralmente esforço-me por ingerir alimentos simples, leves e de fácil digestão.

Ao almoço nem sempre o consigo fazer mas ao jantar geralmente fico-me por monorefeições, como por exemplo, refeições com apenas 1 tipo de alimento (geralmente fruta) ou como saladas com poucos ingredientes ou ainda sopa. Isto numa base diária, mas claro que por vezes essas rotinas alteram-se, quer seja por “desejos alimentares” ou por encontros sociais que nos levam a ingerir alimentos mais complexos.

 

Penso que o mais importante é respeitarmos o nosso corpo e lembrar que as situações de stress também desencadeiam níveis de fadiga mais elevados, pelo que tenta tirar 10 minutos do teu dia para ti, para fazeres coisas que te relaxem e te façam sentir melhor.

 

Por fim, relembro-te que a anemia é comum na espondilite anquilosante, por isso se a fadiga se arrastar e houverem outros sintomas associados como dores de cabeça frequentes, tontura, falta de ar, pele pálida, convém ires ao médico solicitar exames para avaliar se poderás estar ou não com anemia.

 

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  • Perfeito seu artigo.Sou ports
    adora da EA e sempre procuro conhecer mais , para melhor conviver com ela…