Será carência de iodo?

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 30% da população mundial apresenta carência de iodo, especialmente em regiões como a Europa, o Mediterrâneo Oriental e a África.

 

O iodo é um microelemento essencial para a síntese das hormonas da tiroide (T3 e T4), hormonas estas, responsáveis pelo ritmo cardiovascular, pela produção de energia (ATP) e pelo controlo termogénico.

 

No nosso corpo temos cerca de 25 a 50 mg de iodo, distribuídas entre a tiroide (43%) e o resto do organismo. É tão importante que quando apresentamos níveis baixos de Iodo no organismo ocorrem alterações em muitos dos órgãos e sistemas onde este é essencial como é o caso do hipotiroidismo, tão conhecido entre nós, ou até para manter a saúde da pele, do cabelo e das unhas.

Além disso, possui uma função extremamente importante para o nosso corpo, que é a sua função como agente quelante, o que significa que ajuda a eliminar metais pesados do nosso organismo.

 

A dose diária recomendada (DDR) de iodo é de:

– 150 microgramas em adultos,
– 120 microgramas para as crianças
– 200 microgramas para grávidas e lactantes.

 

Nas grávidas já se caminha para a suplementação com iodo porque regula os processos metabólicos do crescimento e desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso do bebé.

Assim, nada como nos apoiarmos na alimentação para receber este mineral, sendo que os alimentos mais ricos em iodo são os de origem marinha, como as algas que também são riquíssimas em vitaminas do complexo B ou então como alternativa utilizar-se o sal iodado na confecção dos alimentos.

O meu filho não gosta muito de algas, então o que opto por fazer é colocá-las na sopa e triturar juntamente com os restantes legumes, assim, comemos sem dar pelo sabor (ou no caso dele, pela textura).

Mas lembra-te que a ingestão excessiva de iodo também pode causar desregulação da função tiroidiana, o que provoca o aumento da tiróide, resultando em bócio, por isso, nada como equilíbrio e bom senso na altura de fazer escolhas.

 

 

 

 

 

  • M. Gordon, C. Hall, and R. Amin. A rare cause of thyroid goitre in a UK adolescent. Acta Paediatr., 95(8) 1016, 2006. (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16882580)
  • S. J. Bae and Y. H. Choi. Methanol extract of the seaweed gloiopeltis furcata induces g2/m arrest and inhibits cyclooxygenase-2 activity in human hepatocarcinoma hepg2 cells.Phytother Res, 21(1):52-57, 2007. (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17078109)
  • M. Rose, J. Lewis, N. Langford, M. Baxter, S. Origgi, M. Barber, H. MacBain, and K. Thomas. Arsenic in seaweed: forms, concentration and dietary exposure. Food Chem.Toxicol., 45(7):1263-1267, 2007. (www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17336439)
  • IODO – importância para a saúde e o papel da alimentação (Manual da DGS)

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