:: A linhaça na saúde Hormonal ::

A linhaça (Linum usitatissimum) é uma linda flor roxa, que quando se transforma em vagem liberta, cerca de 6 e 8 sementes de linhaça, uma semente maravilhosa com capacidade de ajudar as mulheres, especialmente as que sofrem com desequilíbrios hormonais, por excesso de estrogénio.

 

O Linum usitatissimum ajuda a decompor o estrogénio adequadamente ao ajudar a mudar o metabolismo do estrogénio no corpo.

 

Esta semente contém uma grande quantidade de lignanas, uma forma de polifenóis, ricos em fitoestrogénios.

Os polifenóis são fitoquímicos – micronutrientes – que ocorrem naturalmente nas plantas. Alguns dos polifenóis incluem a quercetina, as catequinas, as lignanas, o resveratrol e a curcumina.

Quando as lignanas das plantas são ingeridas, elas são transformadas em  enterolactona (uma forma bioativa do fitoestrogénio) pelas bactérias intestinais no intestino grosso, ligando-se posteriormente aos receptores de estrogénio, bloqueando-os e competindo com o estrogénio endógeno, ação esta associada à redução do crescimento de cancros estrogénicos.

 

As lignanas têm a capacidade de atuar de 3 formas distintas:

– Atuam como agonistas fracos de estrogénio (promotor),
– Agonistas parciais
– Podem atuar como antagonistas (bloqueadores) de estrógenos endógenos (produzidos internamente) e xenoestrógenos.

Logo, a linhaça atua tanto como promotor ou como bloqueador de estrogénio, dependendo do que o corpo precisa.

 

Isso explica por que a linhaça tem sido usada para um amplo espectro de problemas femininos tanto por mulheres na menopausa e pós-menopausa bem como por mulheres em idade fértil.

 

Como resultado das características adaptogénicas da linhaça, as mulheres que fazem uso desta semente apresentam diversos benefícios como:

  1. diminuição das ondas de calor e de suor noturno;
  2. melhora os sintomas associados à tensão pré-menstrual;
  3. melhorias significativas na qualidade do sono,
  4. ciclo menstrual mais regular,
  5. recuperação de quadros de amenorreia secundária
  6. redução do peso corporal.

 

 

 

1. https://bcerp.org/wp-content/uploads/5_BCERC.FactSheet_Phytoestrogen_ENL.pdf
2. https://academic.oup.com/ajcn/article/84/3/587/4648899
3. https://www.nrcresearchpress.com/doi/abs/10.4141/CJAS06017#.XcAv3kX7R0t
4. https://cebp.aacrjournals.org/content/11/1/43.short
5. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27327802
6. https://academic.oup.com/jcem/article/90/3/1390/2836719
7. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0899900707003024
8. https://clincancerres.aacrjournals.org/content/13/3/1061.short
9. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12737858

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  • Graça santos meireles diz:

    Bom dia adorei o vosso post e uma pergunta qual a quantidade diaria e sementes inteiras ou trituradas ? Obtigado