O que os Naturopatas NÃO são…

 

  1. Médicos.

Considero os médicos como colegas, mas não meus iguais, pois reconheço plenamente que os médicos têm uma formação que excede a minha em muitas áreas, da mesma forma que eu como naturopata tenho formação em terapias naturais que excede a deles.

Os naturopatas não brincam aos médicos. Cada profissional de saúde tem o seu papel diferenciado no apoio ao paciente.

 

 

  1. Profissionais que prescrevem plantas em vez de medicamentos.

A naturopatia não se resume ao uso de uma substância natural em vez de uma sintética.

A naturopatia é baseada na filosofia de que o corpo é capaz de recuperar a saúde, quando lhe oferecemos as condições adequadas. Para facilitar esse processo, utilizamos uma variedade de terapias complementares, desde mudanças de estilo de vida a plantas medicinais, entre outras.

 

  1. Profissionais frustrados que não conseguiram ser médicos.

A esmagadora maioria dos naturopatas escolheram estudar naturopatia, não porque fosse “mais fácil” do que medicina, mas porque acreditamos que tem um potencial diferenciado para ajudar as pessoas.

Lembro-me que quando estava a estudar, tinha colegas que já frequentavam outras licenciaturas em saúde e que optaram pela transferência da área. Inclusive, tive professores que eram médicos e que largaram a área para trabalhar como naturopatas.

O que quero dizer com isto é que é a paixão que nos move e não a dificuldade ou facilidade, porque quando queremos mesmo muito trabalhar numa determinada área não são esses desafios que nos impedem de alcançar os nossos sonhos.

 

  1. Homogéneos.

Embora como naturopatas, tenhamos sido treinados em cuidados de saúde primários, cada um de nós possuí uma variedade de nichos e abordagens diferentes de tratamento.

Alguns naturopatas focam-se mais no tratamento de disfunções músculo-esqueléticos, outros dão mais ênfase aos fitoterápicos, outros à alimentação, mas estas abordagens fazem parte da formação no contexto da naturopatia.

Existem ainda, outros naturopatas que optaram por usar terapias energéticas que aprenderam fora da escola, ou seja, são áreas que não fazem parte do plano curricular do curso de naturopatia.

 

  1. Contra a medicina convencional.

Embora, como é óbvio, tenhamos preferência pelo uso de terapias naturais para prevenir e tratar doenças, a nossa formação ensina-nos a colocar em prática a tal famosa expressão: “Cada macaco no seu galho”.

Ou seja, temos ou devemos ter a consciência e responsabilidade de saber quando um paciente deve ser referenciado para os especialistas convencionais por completo ou ser acompanhado sob um ponto de vista de multidisciplinaridade a bem da saúde de quem nos procura.

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