O que é a Naturopatia?

A Naturopatia é um cuidado de saúde primário que actua na prevenção e no tratamento de doenças. A Naturopatia tem demonstrado ser eficaz no tratamento de muitos problemas de saúde, sejam eles agudos ou crónicos.

Esta terapêutica complementar para a saúde, tem como princípio base o respeito pelos recursos da Natureza, utilizando para isso, com base em evidências cientificas, diversos suportes terapêuticos como:

  • Plantas medicinais (sob a forma de extractos líquidos, xaropes, cápsulas ou comprimidos, infusões ou macerados, cataplasmas, pomadas e óleos essenciais)
  • Dietoterapia (aconselhamento nutricional específico para cada condição)
  • Princípios activos isolados de plantas com acção medicinal: como o galhato de epigalocatequina (chá verde), picnogenol (graínha da uva), ácido salicílico (salgueiro branco), bromelaína (ananás), 5HTP (grifónia), policosanol (cana de açúcar), etc.
  • Hidroterapia e geoterapia (aplicações de água e argila)

A Naturopatia dá maior ênfase às abordagens terapêuticas naturais que reforçam o sistema imunitário do paciente, sem negligenciar o acompanhamento paralelo da medicina convencional. Este tipo de prática, encara o paciente como se fosse único e especial, e os tratamentos são específicos para cada pessoa. Não há um tratamento igual para 2 pessoas, porque a terapêutica é criada em sintonia com as especificidades e necessidades globais do paciente.

Não se dá destaque à doença, mas sim ao doente.

O que faz um Naturopata?

Os naturopatas são terapeutas devidamente formados em terapêuticas complementares.
Concentram-se no bem estar geral da pessoa, respeitando a individualidade de cada paciente, com foco na prevenção e recuperação de diversas patologias que possam surgir.

No consultório, podem utilizar-se diferentes avaliações tradicionais, como: palpação, avaliação das unhas, da postura, dos traços faciais, observação da fala, língua, íris, ouvidos, entre outros.

Principios da Naturopatia

  1. O poder curativo da natureza: a naturopatia reconhece um processo de regeneração inerente em cada um de nós, sendo que a sua acção é no sentido de identificar e remover os obstáculos que impedem a recuperação do organismo, facilitando a sua recuperação
  2. Identificar e tratar a causa: o naturopata procura identificar e remover a causa subjacente do mal estar em vez de suprimir os sintomas
  3. Métodos não invasivos: o naturopata segue o preceito de evitar prejudicar o paciente, usando métodos e substâncias que minimizam o risco de efeitos secundários
  4. Reconhecer, respeitar e trabalhar com o processo de regeneração do indivíduo
  5. Encaminhar para o tratamento apropriado quando se verifica que a terapia naturopática não é indicada
  6. Terapeuta como Professor: os naturopatas educam os pacientes e encorajam a responsabilidade pela própria saúde
  7. Prevenção: a naturopata enfatiza a prevenção, avalia os factores de risco, hereditários e a vulnerabilidade á doença, tomando as devidas intervenções em cooperação com os seus pacientes.

Um pouco da História da Naturopatia

A Naturopatia remonta a médicos alemães como Vicent Preissnitz (1799-1858), que se recusava a empregar os tratamentos habitualmente usados pelos médicos tradicionais. Enquanto estes “tratavam” os pacientes com mercúrio, sangrias e outras “curas modernas”, Preissnitz e outros “médicos da natureza” alemães levavam os pacientes para caminhadas nos bosques e recomendavam dietas para “desintoxicar o corpo”, seguidas de uma dieta simples e de práticas como apanhar ar fresco, luz solar e banhos em fontes termais.

O movimento fundado por Sylvester Graham defendia uma dieta estritamente vegetariana, tratamentos com plantas e abundância de cereais integrais. Um outro magnata dos alimentos, que considerava a medicina convencional uma tentativa equivocada de melhorar a natureza por meios artificiais, foi John Harvey Kellogg, o famoso fundador dos cereais “Kelloggs”.

Benedict Lust (1869-1945), outro defensor dos tratamentos naturais, foi quem cunhou o termo Naturopatia. O imigrante alemão, Lust, abriu a primeira loja de alimentos saudáveis do mundo, por volta de 1920, em New York. Desde então, até ao início da Segunda Guerra Mundial, a Naturopatia foi uma alternativa popular à medicina convencional. Entretanto, na década de 1950, a Associação Médica Americana, juntamente com a descoberta da penicilina e de outros antibióticos eficazes contra muitas doenças fatais, retiraram popularidade à naturopatia.

Fitoterapia

Consiste na utilização de plantas, de preferência sob a forma de extractos de plantas estandardizados, que têm maior campo de acção e menores efeitos secundários que os medicamentos sintetizados. Devido a não serem patenteáveis muitos remédios só existem sob a forma de extractos de plantas, o que leva a que muitos pacientes desconheçam a existência de soluções mais eficazes.

Nos Estados Unidos, até à década de 1930, os médicos utilizaram plantas medicinais como remédios primários. A botânica já foi uma importante parte do currículo das faculdades de medicina, mas, durante a segunda metade do século XX, o uso de plantas medicinais diminuiu com os avanços da capacidade de produção de fármacos de forma sintética. Actualmente, a maioria das ervas é comercializada como suplementos alimentares.
O uso de vitaminas e suplementos alimentares é a segunda grande ênfase da naturopatia e talvez seja o mais conhecido de todos os tratamentos da medicina complementar.

Não há dúvida de que os suplementos alimentares proporcionem importantes benefícios para a saúde. Existem pesquisas convincentes de que os fitonutrientes podem ser eficazes para tratar diversas doenças (Werbach, 1994). Por exemplo, a niacina é eficaz para reduzir os níveis de colesterol e o sulfato de glicosamina é eficaz na redução da dor da artrite. Além disso, os suplementos alimentares desencadeiam menos efeitos colaterais do que as drogas de eficácia comparável.

Os suplementos alimentares são usados de duas formas:

  • Corrigir deficiências alimentares (medicina nutricional)
  • Doses altas para desencadear um efeito terapêutico específico (terapia de megadose). Como remédios nutricionais, eles são úteis para corrigir deficiências comuns de nutrientes essenciais, incluindo deficiências de cálcio, ácido fólico, ferro, magnésio, zinco e vitaminas A, B6, C e E

Terapia Nutricional

É a base de todo o tratamento e foca principalmente o balanço de percursores inflamatórios/anti-inflamatórios, ácido-base, o equilíbrio e higiene intestinal e correcta ingestão de micro-nutrientes e fitoquímicos Podem ser aplicadas dietas mais especificas mediante o propósito como: dieta anti-degenerativa, dieta detox, dieta adaptada, paleodieta, jejuns terapêuticos, etc.

Faz parte da ideologia dos naturopatas a importância vital que as frutas, os vegetais e os grãos integrais representam na manutenção da saúde ajudam-do a promovê-la. Em comparação, até há pouco tempo, a medicina convencional prestava pouca atenção à dieta. Somente nas duas últimas décadas é que os médicos investigadores começaram a levar a sério a ideia de que aquilo que as pessoas comem tem grande impacto sobre a saúde. As pesquisas epidemiológicas em grande escala mostram que a dieta desempenha um papel central na prevenção da maioria das doenças crónicas, incluindo as doenças cardíacas, AVCs e cancro da mama, do cólo e da próstata.

Apesar dessa discordância, os naturopatas normalmente vão além das recomendações da medicina convencional quanto à dieta. Eles não só reduzem o consumo de carnes e gorduras saturadas de forma drástica como também censuram o uso de conservantes, fertilizantes artificiais, pesticidas e hormonas usadas nas quintas modernas. Em vez disso, recomendam o consumo de alimentos orgânicos que sejam produzidos sem adulterações.

Sensibilidades alimentares

Outro conceito alimentar popular na medicina naturopática tem a ver com a ideia de alergias alimentares ou sensibilidade a alimentos. Dietas concentradas em evitar alimentos “desencadeadores”, como açúcar, trigo ou laticínios são receitadas para muitos problemas de saúde, da artrite à fadiga crónica (Wheelwright, 2001). Quando suspeitam de sensibilidade alimentar, os naturopatas colocam o paciente numa dieta bastante restrita de eliminação, com um pequeno número de alimentos conhecidos, por raramente causarem reacções alérgicas.

Arroz, batatas doces, maçãs. bananas são as escolhas mais habituais. Se os sintomas começam a desaparecer após algumas semanas na dieta restrita, os alimentos são gradualmente acrescentados de volta à dieta, um de cada vez, enquanto o paciente faz um diário de sintomas como espirros e dores de cabeça.

Estudos epidemiológicos e experimentais em animais e seres humanos colocam em evidência de que a dieta (na forma de alimentos ou como suplementos) pode ter um importante efeito sobre os factores de risco de determinadas doenças e a progressão das mesmas. Por exemplo, durante os últimos 10 anos, as dietas baseadas em plantas, suplementadas com fibras alimentares e com antioxidantes tornaram-se cada vez mais aceites na gestão de doenças cardiovasculares. De facto, juntamente com dietas com baixos teores de gordura, exercícios aeróbicos e redução do stress, esses tratamentos, que já foram considerados terapias alternativas, são agora tidos como complementares ou como uma parte do tratamento médico padrão na redução do risco de doenças cardiovasculares (Haskell, Luskin e Marvasti, 1999).

Ortomolecular

Segundo Linus Pauling (duplo prémio Nobel) que foi quem criou este termo, consiste em proporcionar a cada pessoa a concentração ideal de substâncias que estão presentes no nosso corpo com a finalidade de corrigir alterações e manter a saúde. É também conhecida por medicina celular.

Hidroterapia

Consiste na aplicação de banhos, compressas, clisteres, etc.

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